sábado, 30 de maio de 2009
Guia dos Restaurantes aderentes - Sabores do Algarve
Sabores do Algarve - 1ª Semana Gastronómica
| De 6 a 14 de Junho em todos os concelhos da região SABORES DO ALGARVE EM 80 RESTAURANTES Oitenta restaurantes aderiram à inédita semana «Sabores do Algarve» com o intuito de fazer crescer água na boca de todos os que quiserem provar os pitéus algarvios confeccionados de propósito para o evento. De 6 a 14 de Junho, o Algarve está na mesa dos visitantes. A iniciativa – orgnizada pelo Turismo do Algarve – decorrerá nos restaurantes participantes e em todos os concelhos da região. De Aljezur a Alcoutim, não será difícil encontrar um estabelecimento com pratos típicos inspirados na serra e no mar e com o selo «Sabores do Algarve». Linguado com amêijoas, galinha corada no forno com batata-doce, cozido de grão, ensopado de javali, arroz de marisco e sargo grelhado da Costa Vicentina acompanhado de hortaliça são alguns dos pratos pensados para os turistas e residentes. Como a boa comida pede uma boa bebida, a ementa incluirá uma carta de vinhos produzidos na região. Brancos, tintos e rosés darão o toque de requinte à refeição que terminará com as doces sobremesas tradicionais, como os fritos de Aljezur com mel de rosmaninho ou os dom-rodrigos, e com um bom digestivo. «O objectivo do evento é aprofundar o conhecimento sobre a tradição vitivinícola e gastronómica do Algarve e abrir os sentidos de todos para os paladares regionais», explica o presidente do Turismo do Algarve, António Pina. Além dos restaurantes, a semana «Sabores do Algarve» está também presente na imprensa. Cerca de 80 mil euros é o valor do plano de meios do evento que será divulgado nos jornais Correio da Manhã, Algarve Resident, Barlavento, O Algarve e Jornal do Algarve, em banners de sítios em linha, em publicidade exterior (outdoors e expositores), na RTP1 (em spots de 10 segundos, num total de 102 transmissões) e na rádio TSF (126 difusões de spots de 20 segundos). Os parceiros do Turismo do Algarve nesta iniciativa são as 16 câmaras municipais da região, a Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve, a Confraria dos Enófilos e Gastronómica do Algarve, a Confraria dos Gastrónomos do Algarve, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal e a Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve. FARO, 2009-05-28 ERTA/GCRP, N.º 35/09 |
domingo, 10 de maio de 2009
Portimão, a capital da Sardinha Assada

Durante todo o Verão, é incontestavelmente a rainha do peixe assado ainda para mais quando se fala de Portimão. Á até que diga que é nesta época quente que naturalmente se encontra mais gorda, e não há peixe grelhado mais saboroso. Prefira-as pequenas e com escama, são as melhores, uma verdadeira delícia.
Quem não se lembra com muita saudade daquelas tabernas, junto à antiga lota de Portimão foi cenário de muitas décadas da faina da sardinha, já que desde séculos se estabeleceu uma estreita relação entre a pesca e o porto de Portimão na zona ribeirinha, cais da lota (hoje transformadas em restaurantes) um pouco mais a frente, onde entrávamos depois de"negociada"cá fora na rua, uma "canastra" de fresquíssimas e reluzentes sardinhas acabadas de descarregar, vivinhas, da traineira atracada ali em frente, na doca dos pescadores.
As tabernas abertas de madrugada para servir os velhos do mar esfomeados e as mulheres que trabalhavam durante a noite nas antigas fábricas das conservas, que durante o dia se trasformava em casa de pasto para servir turistas e locais, havia uma pilha de pequenos fogareiros, de onde se retiráva os necessários (normalmente, um era o ideal para duas pessoas), ao lado, um enorme e mascarrado caixotão, atulhado de negro carvão vegetal. Com este guarnecíamos os assadores, retirávamos de outra pilha um banquinho baixo de madeira para cada um, pedíamos uma brasa a cada grupo de pessoas ( normalmente pescadores ) que já assavam peixe nos respectivos fogareiros, avivávamos o lume com abanicos de palma, e quando o fogo estava "de jeito", sentávamo-nos em redor dos braseiros, colocávamos as grelhas em cima, deixávamos esmorecer um pouco o lume, e sobre estas, já lavadas e salpicadas, as belas sardinhitas.
O peixe para grelhar nunca deve ser salgado com muita antecedência, salpica-se e vai para cima do lume.
Eram comidas à mão directamente em cima de uma fatia de pão, quem tirava da grelha uma sardinha assada, preenchia de imediato o lugar deixado vago por esta, com outra crua.
E ali estávam, contemplando as (nesse tempo) águas do Aráde, comendo, lambendo os dedos e bebendo pela garrafa, do tintol Cramujeira .
Cozo batatas com a pele, grelho as sardinhas em "fogo lento" se o lume estiver muito vivo, a gordura do peixe ao cair sobre o carvão incandescente provoca labaredas que vão"engraxar"o peixe, deixando neste um mau sabor.
Mas também me ensinaram: "Tirem as sardinhas do lume que já tão assadas! isso é só um calorzinho p'ra tirar o sangue da espinha!" e é verdade! sardinhas assadas demais perdem toda a gordura.
Se assar sardinhas com o lume muito vivo, e se o grelhador for grande, junte as brasas para um lado do assador e ponha o peixe no outro, de modo que a gordura não caia directamente em cima do carvão. E tenha em atenção que o peixe não deve estar tempo demais na grelha, asse apenas o suficiente para que não tenha sangue na espinal medula.
Faço uma salada com alface, cebola e coentros picados, outra com tomate (às vezes assado) sem a pele e bem madurinho, cebola e oregãos, e ainda outra de pimentos assados, tudo temperado com sal grosso azeite e vinagre.
Coma as sardinhas sempre à mão (sabem muito melhor), no final lave as "manitas" com um pouco de vinho tinto ou então esfregue as mãos com uma faca de inox e somente água corrente (acredite que é verdade).
Um bom vinhito tintol de jarro, com um pequeno golpe de frio. A fatia de pão que serve de suporte às sardinhas enquanto comemos, e fica ensopada com a riquissima gordura deste peixe, é tostada em cima da grelha. Saboreie no final, e eu aposto que nunca comeu uma torrada assim.
"memórias de familia"
